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Renato Enoch: música autoral como território de expressão e permanência

Publicado por Publisher Ads12 janeiro, 2026 - 20:14:42
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Cantor, compositor e artista visual, Renato Enoch constrói uma carreira consistente ao unir sensibilidade estética, independência criativa e uma escuta atenta do tempo presente

Renato Enoch nunca tratou a música como algo apressado. Sua trajetória é marcada por escolhas cuidadosas, processos longos e uma relação profunda com a própria criação. Mineiro, ele surgiu na cena independente a partir de produções autorais que circularam de forma orgânica nas plataformas digitais, chamando atenção pela combinação de letras intimistas, arranjos contemporâneos e uma interpretação que carrega silêncio, densidade e intenção.

Desde os primeiros lançamentos, Renato demonstrou interesse em criar universos. Suas canções não se limitam à melodia ou à letra, mas dialogam com imagem, conceito e atmosfera. Essa característica tem relação direta com sua atuação também como artista visual e produtor audiovisual, o que lhe permite acompanhar cada etapa dos projetos com autonomia e coerência estética.

Ao longo dos anos, o artista consolidou um repertório autoral que transita entre o pop alternativo, a música brasileira e a experimentação sonora, acumulando milhares de ouvintes e ampliando sua presença nos palcos e nas plataformas de streaming. Projetos como seus EPs e singles recentes revelam um músico em constante refinamento, que não abandona a própria identidade em busca de fórmulas rápidas.

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O reconhecimento veio de forma gradual, incluindo prêmios no circuito independente e convites para apresentações em diferentes cidades do país. Ainda assim, Renato mantém o mesmo compromisso que marcou o início da carreira: criar música com verdade, respeitando o tempo da obra e a inteligência de quem escuta.

Hoje, ele se prepara para novos lançamentos que aprofundam ainda mais sua linguagem artística, reafirmando seu lugar como um dos nomes mais consistentes da música autoral contemporânea brasileira.

Ping-pong com Renato Enoch

Em que momento você entendeu que a música seria mais do que um interesse pessoal?

Foi quando percebi que cantar e escrever canções poderia me conectar e encontrar eco em outras pessoas. A partir daí, a música deixou de ser apenas uma necessidade íntima e passou a ser também um meio de diálogo, o que deu mais coragem e me motivou a continuar fazendo.

Sua obra carrega um forte senso estético. Isso é algo pensado desde o início?

Acho que tem muito a ver com o que eu sempre gostei de consumir e fazer. Além de ouvir música e cantar, quando criança eu desenhava e sempre gostei de experimentar com criações visuais. Eu também sempre gostei bastante de cinema e de assistir videoclipes e, mais tarde, acabei me formando em design gráfico e trabalhando com produção audiovisual. De forma natural, o desejo pela criação visual integrada à música foi se consolidando.

Como você descreveria seu processo criativo hoje?

Das coisas que escrevi e produzi, a maioria nasceu de forma bem espontânea e de um desejo bem genuíno de “guardar” sentimentos importantes em algum lugar. Dito isso, ao longo dos anos fui entendendo que também era possível tratar a criação mais como exercício, pois criar é um processo que exige uma certa disciplina. A minha formação como designer me ajudou a pensar no processo de criação como algo que pode ter uma metodologia e, nesse sentido, tento sempre deixar as ideias iniciais fluírem de forma mais livre e intuitiva, seja para compor ou pensar em outro tipo de concepção, e só depois pesquisar e lapidar tudo com mais critério. Também entendi que é normal existirem angústias e paralisias que precisamos superar no meio do processo. Também é importante saber quando parar para não cair na armadilha do perfeccionismo e achar que nunca está pronto, e isso é algo de que eu ainda preciso me lembrar sempre.

O que mudou em você desde os primeiros lançamentos até os trabalhos mais recentes?

Hoje tenho um repertório cultural maior e acredito bem mais naquilo que crio. Também escuto mais e respeito mais o tempo das coisas, me angustiando menos. O mundo nos pede um senso de urgência pra tudo, mas acredito que respiros e uma certa calma são fatores importantes para se fazer arte. Talvez criar num ritmo um pouco menos frenético seja uma forma de resistir às imposições de produtividade do nosso mundo atual, mas claro que nem sempre isso é possível.

Qual o papel das redes sociais na sua trajetória artística?

Foram plataformas como o Youtube que me possibilitaram colocar a minha voz e criações no mundo, me conectar com pessoas de outros lugares e começar a ter um reconhecimento. No entanto, a lógica dos algorítmos mudou muito nos últimos anos e sempre tive dificuldades com a lógica de exposição das redes. Tento equilibrar isso e usá-las como ferramentas de extensão da arte, não como um fim em si mesmas.

Os prêmios e reconhecimentos tiveram impacto na sua caminhada?

É inegável que os reconhecimentos me trouxeram um sentimento de validação e foram muito importantes para me manter motivado em momentos em que eu tinha muitas dúvidas, mas hoje entendo que, para mim, fazer arte tem muito a ver com me sentir vivo e crjar sentido para as coisas. Acho uma ideia libertadora conseguir criar um pouco mais pelo movimento, pela capacidade de sonhar, e um pouco menos pela ideia de sermos vistos.

O que você busca provocar em quem escuta suas músicas?

Ouvir música, ler e ver filmes sempre fez com que eu me sentisse menos sozinho. Foram muitos momentos de identificação, de desafogo e até a vontade de levantar da cama e de sonhar com novas coisas. Espero conseguir provocar alguma coisa nesse sentido.

O que vem pela frente na sua carreira?

Novos lançamentos e um aprofundamento em um “universo” que comecei a criar. Quero continuar explorando possibilidades sem perder a essência daquilo que já criei e das coisas que me mais me movimentam.Ping-pong com Renato Enoch

Em que momento você entendeu que a música seria mais do que um interesse pessoal?

Foi quando percebi que cantar e escrever canções poderia me conectar e encontrar eco em outras pessoas. A partir daí, a música deixou de ser apenas uma necessidade íntima e passou a ser também um meio de diálogo, o que deu mais coragem e me motivou a continuar fazendo.

Sua obra carrega um forte senso estético. Isso é algo pensado desde o início?

Acho que tem muito a ver com o que eu sempre gostei de consumir e fazer. Além de ouvir música e cantar, quando criança eu desenhava e sempre gostei de experimentar com criações visuais. Eu também sempre gostei bastante de cinema e de assistir videoclipes e, mais tarde, acabei me formando em design gráfico e trabalhando com produção audiovisual. De forma natural, o desejo pela criação visual integrada à música foi se consolidando.

Como você descreveria seu processo criativo hoje?

Das coisas que escrevi e produzi, a maioria nasceu de forma bem espontânea e de um desejo bem genuíno de “guardar” sentimentos importantes em algum lugar. Dito isso, ao longo dos anos fui entendendo que também era possível tratar a criação mais como um exercício, pois é um processo que exige uma certa disciplina. A minha formação como designer me ajudou a pensar no processo de criação como algo que pode ter uma metodologia. Tento sempre deixar as ideias iniciais fluírem de forma mais livre e intuitiva e só depois pesquisar e lapidar tudo com mais critério. Também entendi que é normal existirem angústias e paralisias que precisamos superar no meio do processo.

O que mudou em você desde os primeiros lançamentos até os trabalhos mais recentes?

Hoje tenho um repertório cultural maior e acredito bem mais naquilo que crio. Também escuto mais e respeito mais o tempo das coisas, me angustiando menos. O mundo nos pede um senso de urgência pra tudo, mas acredito que respiros e uma certa calma são fatores importantes para se fazer arte. Talvez criar num ritmo um pouco menos frenético seja uma forma de resistir às imposições de produtividade do nosso mundo atual, mas claro que nem sempre isso é possível.

Qual o papel das redes sociais na sua trajetória artística?

Foram plataformas como o Youtube que me possibilitaram colocar a minha voz e criações no mundo, me conectar com pessoas de outros lugares e começar a ter um reconhecimento. No entanto, a lógica dos algorítmos mudou muito nos últimos anos e sempre tive dificuldades com a lógica de exposição das redes. Tento equilibrar isso e usá-las como ferramentas de extensão da arte, não como um fim em si mesmas.

Os prêmios e reconhecimentos tiveram impacto na sua caminhada?

É inegável que os reconhecimentos me trouxeram um sentimento de validação e foram muito importantes para me manter motivado em momentos em que eu tinha muitas dúvidas, mas hoje entendo que, para mim, fazer arte tem muito a ver com me sentir vivo e criar sentido para as coisas. Acho uma ideia libertadora conseguir criar um pouco mais pelo movimento, pela capacidade de sonhar, e um pouco menos pela ideia de sermos vistos.

O que você busca provocar em quem escuta suas músicas?

Ouvir música, ler e ver filmes sempre fez com que eu me sentisse menos sozinho. Foram muitos momentos de identificação, de desafogo e até a vontade de levantar da cama e de sonhar com novas coisas. Espero conseguir provocar alguma coisa nesse sentido.

O que vem pela frente na sua carreira?

Novos lançamentos e um aprofundamento em um “universo” que comecei a criar. Quero continuar explorando possibilidades sem perder a essência daquilo que já criei e das coisas que me mais me movimentam.

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