Em um cenário onde tudo é efêmero e as relações se esvaem rapidamente, há quem opte por desacelerar — não para ficar à margem, mas para aprofundar os olhares. Para ouvir o que não é verbalizado, acolher o que se encontra à sombra. É nesse espaço entre sentimento e imagem que Natália Salgado construiu uma carreira que combina técnica, sensibilidade e propósito.
Natural de São Lourenço, em Minas Gerais, e agora estabelecida em Belo Horizonte, Natália Salgado é psicóloga, fotógrafa de renome internacional, palestrante e autora. Seu trabalho transcende meros títulos, refletindo uma integração de ciência, arte e empatia, simbolizando uma nova geração de profissionais que se dedicam sinceramente ao outro.

Sua trajetória pessoal é marcada por desafios desde seu nascimento. Filha de uma jovem mãe que enfrentou uma depressão pós-parto severa, ela cresceu entre carinhos e silêncios. Foi nesse ambiente que aprendeu sobre a força dos vínculos — e também sobre sua ausência.
“Sou fruto de uma mulher que não pôde me segurar nos braços nos primeiros dias de vida, mas que me amou intensamente. Crescer com essa vivência me fez perceber que vínculo vai além do contato físico — é presença emocional”, diz ela.
Embora tenha começado sua jornada acadêmica nas ciências contábeis (na área financeira e negócios), a busca por entender as emoções humanas sempre foi mais forte. Anos depois, ela se formou em Psicologia e se especializou em áreas como Neurociência, Educação Corporativa e Comportamento Humano, com ênfase em Psicologia Perinatal. Através da fotografia, encontrou a intersecção entre conhecimento técnico e um olhar afetivo.

Em 2019, estudou na Itália sob a orientação da renomada Diana Carballo, viajou para mais de 25 países e, de 2021 a 2022, recebeu três prêmios internacionais. Lecionou nos Estados Unidos e idealizou o Curso Renascer, que conta com mais de 160 aulas e um módulo inovador: Psicologia Perinatal aplicada à fotografia de recém-nascidos, uma ideia pioneira no Brasil.
“Não se trata apenas de capturar a imagem de um bebê. É sobre entender o que aquela mãe está vivenciando. Frequente, a fotografia é o primeiro instante em que ela se reconhece após o parto”, conta.
Seu estúdio, que se tornou uma referência na área, já retratou mais de 1.200 bebês. Nesse espaço, a câmera vai além de um instrumento estético, funcionando como uma extensão do seu olhar. Paralelamente, em seu espaço, a especialista emprega uma abordagem fenomenológica existencial, acompanhando gestantes, puérperas e famílias em momentos de transição emocional.
“Às vezes, uma imagem ajuda a mãe a nomear o que sente. Em outras situações, é a escuta profissional que lhe proporciona um espaço seguro para reorganizar suas emoções”, contextualiza ela.
Autora do livro Renascer – o encanto da fotografia newborn, ela explica que a obra “transcende a técnica fotográfica, representando um tributo às narrativas que envolvem nascimento, luto, afeto e superação — um espaço onde a fotografia dialoga com o que há de mais genuíno: a vida humana.”

“Não fotografo apenas pessoas — procure captar aquilo que, muitas vezes, nem elas sabem nomear. Meu trabalho é sobre presença, sobre devolver a cada história o valor que ela carrega em silêncio”, conclui.
Para saber mais siga-a nas redes sociais: @nataliasalgadopsico e através do seu site: www.estudionataliasalgado.com.br
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