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Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

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Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

Diferente do que comumente é entendido por relações tóxicas, nem sempre essas relações estão atreladas aos relacionamentos afetivos, mas também em vínculos familiares, em vários níveis e contextos. O clima tóxico em ambientes familiares é muito mais comum do que se imagina, mais precisamente, se faz presente na relação de pais e filhos, onde pais assumem papéis de opressores e cometem violência verbal, psicológica, física e até mesmo violência sexual contra seus filhos.

Devido à realidade em que vivemos, onde a nossa cultura exalta o papel de um pai ou uma mãe, que ocupam uma posição imaculada de poder unilateral e autoridade incontestável, nem sempre são levados a sério os casos de convívio familiar extremamente tóxicos e nocivos à saúde mental e física tanto de quem sofre esses tipos de violência, como também a quem provoca as mesmas.

A conduta de pais tóxicos e abusivos pode desencadear inúmeras consequências e traumas na vida de um indivíduo, desde a sua infância até a vida adulta. Os danos podem ser irreversíveis, causar transtornos e doenças físicas e mentais, podendo até mesmo levar à resultados trágicos como a tentativa de suicídio e até mesmo a morte.

Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

 Familias Toxicas no Mundo da Fama

Um dos maiores e mais recente exemplo é o caso da cantora Britney Spears, de 40 anos, que viveu por treze anos sob o domínio, legalmente aprovado pela justiça, de seu pai, Jamie Spears. A cantora teve a sua carreira, finanças, vida pessoal e estabilidade emocional/psicológica controladas e afetadas pela curatela concedida ao seu pai, vivendo de forma literal como uma escrava, sem poder de decisão ou vontade própria e classificada como incapaz de controlar ou decidir sobre a própria vida.

Devido ao grande apelo de seus fãs nas redes sociais e na mídia, o caso passou a receber maior atenção e investigação, possuindo dois documentários investigativos sobre a realidade cruel em que vivia. Por fim, o caso foi parar na justiça e Britney conseguiu se libertar do controle de seu pai e qualquer outra pessoa. Foi reconhecida como pessoa capaz de cuidar de si mesma, administrar a sua vida, carreira e finanças.

Em um dos relatos mais recentes, feito na sua conta do Instagram no último dia 24 de março, Britney relembrou os ataques psicológicos que sofria de seu pai em relação ao seu corpo e o seu peso: “Meu pai sempre me disse que eu era gorda e que ser a garota pesada no palco não era divertido… era humilhante! ”

Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

Relacionamentos Tóxicos Familiares, dos abusos psicológicos ao suicídio

Longe de Hollywood, jovem de brasília tenta tirar a própria vida, engatilhado por relação familiar tóxica e abusiva

Jovem de 26 anos de idade, morador de Brasília, um dos cinco filhos do ex-deputado federal Wigberto Tartuce tentou tirar a própria vida na última quinta-feira (26), após sofrer ataques e acusações de roubar joias, feitas por sua madrasta, Rhayanny de Freitas Cavalcante.

Para preservar a identidade do Jovem, o nome não será revelado.

Segundo relatos, o histórico familiar é conturbado e trágico. O filho do ex-deputado possui quadro clínico depressivo em decorrência da perda de sua mãe, também depressiva, que cometeu suicídio quando ele tinha apenas 18 anos de idade, sendo a primeira pessoa que presenciou a cena trágica, precisou prestar os primeiros socorros a ela durante a situação traumática. Apesar de viver com o pai após o ocorrido, a relação com a madrasta nunca foi saudável, mas não por falta de tentativas do jovem, que tentou tirar a própria vida anteriormente pelos mesmos motivos, apesar de ter realizado acompanhamento psicológico e psiquiátrico por um longo período.

Pessoas que conhecem e fazem parte do convívio da família relatam também sobre ataques verbais desferidos ao jovem pela madrasta em que a mesma utiliza do suicídio da mãe do rapaz para manipulação e opressão, o chamando de “fraco”, acusando-o de não “dar conta de nada” e ser “fraco como a sua mãe”, afirmando inclusive que o pai não o ama. Afirmam que as motivações de Rhayanny tem o objetivo alienar o marido de todo e qualquer contato com familiares e amigos próximos que possam ameaçar seu casamento e sua condição financeira, outro ponto levantado é o narcisismo da mesma e o medo do ex-marido reatar com sua ex-esposa, que possui um ótimo relacionamento com o jovem, mesmo não sendo fruto de seu relacionamento com o ex-deputado.

Mesmo com a gravidade da situação e o nível de toxicidade do convívio dentro da casa, o pai do jovem mantém uma posição imparcial e alega que é necessário que exista um equilíbrio para que todos possam conviver sob o mesmo teto.

No momento, o jovem se encontra com a saúde física estabilizada e já recebeu alta do hospital, atualmente está na casa de sua avó materna.

“Entrei em pane, só queria fugir desse mundo e de pessoas ruins!  Por isso fiz o que eu fiz! Pode parecer besteira, um problema pequeno, mas quando você está dentro dele, você não consegue enxergar a saída! Foi isso o que aconteceu! Hoje peço desculpa, estou envergonhado! Era para ter feito bem feito (tirar a própria vida) e não desse jeito! Mas prometo que não vai se repetir”, diz o jovem em trecho de carta.

Com base na carta escrita pelo jovem, a psicóloga Priscila Vasconcellos analisa: “Pelo relato, podemos ver sinais de violência psicológica, o abusador intimida a vítima, o trata com hostilidade, utiliza mentiras e manipula as pessoas a sua volta para isolar a vítima de seu pai. As críticas maldosas, ofensas, constrangimentos e ameaças são considerados como uma forma de abuso emocional, isso tudo contribui para que a pessoa abusada perca o equilíbrio para viver uma vida plena.

A pessoa que vivencia esse tipo de violência pode apresentar sintomas característicos da depressão e isso pode ser um fator contribuinte para um atentado contra a própria vida. Além disso, o histórico familiar também é mais um fator que deve ser levado em consideração nesse caso, tendo em vista que o risco de suicídio aumenta entre aqueles com história familiar de suicídio ou tentativas de suicídio.

O abuso psicológico faz um estrago na vida de quem o sofre, muitas pessoas sequer percebem que estão sendo vítimas de uma violência. E mesmo quando a vítima tem a consciência do que está acontecendo, é comum ela se submeter às regras do agressor, muitas vezes por medo. ”

** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias.

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Tiago Ghidotti

Tiago Ghidotti é formando em jornalismo, alem de ser o CEO e Redator Chefe do EGOBrazil, pode ser encontrado nas redes sociais e também pode ser encontrado através do email contato@egobrazil.com

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